Vem a camareira.
Saia leve,
Olhos de seda.
Boca gentil
Mais tendência que "Brazil".
Sai do quarto escuro,
Sol da tarde se vai.
Mil passos até o nono,
Um sorriso tonto.
Suma, Sr. Outono.
Uma carta eternizada,
O pássaro sem endereço.
Uma lágrima sintonizada,
A procura pelo seu começo.
Um rádio desligado, ousado.
Em suma, suma Sr.
Saia e a leve.
Leve a saia.
Saia,
e leve.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
sábado, 3 de março de 2012
O marketing perfeito
Muitas coisas aconteceram desde o último texto falando sobre a minha vida, e não sobre coisas abstratas, sentimentos, monotonias do meu coração e outras loucuras mais.
Pra começar, minhas férias (as mais loucas da minha vida) terminaram e eu entrei no terceiro ano, tudo cheira a novo. Não é como nos outros anos escolares, eu estudo mais à tarde, penso quase 24h *vou passar no vestibular, vou passar no vestibular* e os professores começam e terminam as aulas falando sobre o nosso tão esperado e desejado futuro.
O futuro que todos tanto sonham, com os cursos, namorados, apartamentos e cidades de sua escolha. O futuro que parece uma placa, um outdoor brilhante e que é o marketing perfeito, pois não foi gasto nada para ser feito e mesmo assim tem uma clientela gigantesca. Sabe quando acontece isso? Quando o produto é realmente necessário.
Tipo fralda, absorvente, papel higiênico, lã de aço ou futuro. A diferença é que o último não tem concorrência.
Nós, alunos de terceiro ano, sonhamos com o futuro, com nossas profissões e qualquer outra coisa que se inteire no meio, alimentamos isso, desejamos isso, e muitos de nós tem objetivos alinhados para conseguir o que queremos.
Eu, por exemplo, vou começar um curso pré-vestibular semana que vem, pra passar de primeira em Relações Internacionais (nem quero falar o quanto foi difícil esquecer o Jornalismo) em alguma faculdade federal do Rio Grande do Sul e para ano que vem nessa época estar em outra cidade, com saudades da minha família, minha casa, meus amigos, minha então velha escola e minhas irmãs fofas.
Mudanças, eu amo e você?
Na verdade, é tanta pressão que às vezes eu saio do banho chorando, e sim este É O MEU momento de chorar. Tudo o que eu quero é deitar, e dormir até todos os vestibulares acabarem, todas as aulas, o meu trabalho, e outras complicações que vem junto.
Mas e que graça ia ter?
Então pessoal, mãos a obra. Estudar e me dedicar, voltarei a falar deste assusto durante o ano, provavelmente mais do que qualquer mente saudável possa querer ler, mas no sim ou no não, todo e qualquer conteúdo aqui é de minha inteira responsabilidade, e quaisquer reclamações podem ser enviadas para nossa querida caixa de comentários.
Bisous e bom domingo, nem são 04:04 da madruga e eu nem fui ver o que significava nas horas iguais, então adeus.
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Embriaguez
Você diz que tem medo de altura, eu te levo em um dia de verão até a montanha mais alta, você espalha seu riso satisfeito pelas árvores. Então você me diz que ainda tem medo de altura, mas em dias frios é mais intenso.
Tento descobrir você, armando minha teia como uma aranha ao redor de um mosquito, devagar encontro todos os seus pontos, os fortes e principalmente os fracos, tão pouco palpáveis para quem não te conhece. Mas é necessário saber tudo isso e você sabe que sim.
Um dia você acorda dizendo que odeia azul-marinho e no outro estranhamente aparece em minha casa me mostrando um lindo vestido rodado que você experimenta pra mostrar apenas pra mim. Existe uma harmonia incrível com sua pele branca e pálida e a cor azul-marinho. Você sabe disso agora, e começa a adorar a cor.
Você é concisa e de uma objetividade tamanha que algumas vezes o melhor a fazer seria calá-la. Mas não quero isso, sua voz é pra mim um sinal de rebeldia, algo que me acompanha enquanto trabalho, enquanto estudo, enquanto caminho e dirijo.
Tem dias que acordo e não quero te ver, você me inebria me extasia. Percebo que eu simplesmente não preciso da minha cota diária de você e incrivelmente você também sabe disso.
Em um entardecer disse pra você o quanto o pôr-do-sol me deixava triste, você me disse pra não usar essa palavra. Não por que não gostava da tristeza, apenas por que a palavra melancolia era mais bonita e mais poética. Então eu deveria estar melancólico, e não triste.
Por alguns minutos fiquei bravo, mas passado alguns instantes eu já tinha aceitado a ideia e até pude fazer você rir com alguma piada qualquer que havia ouvido no escritório.
Embriaguei-me de você, do seu vestido azul-marinho e suas botas diárias cinza escuras, me deliciei com sua beleza, com sua excentricidade e com sua paixão pela vida.
Conheci seus pontos fortes, e seus pontos fracos. Abstrai tanto do que havia dentro de ti que me vi transformado em um mistura errônea, algo que não queria ser.
O sol se põe todo o dia e descobri que triste eu estaria todos os dias.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Welcome back
Hoje percebi que não posso parar de escrever. Na vida de todos nós, o dia-a-dia nos consome com muitas coisas passageiras; romances, alguns amigos, o tempo, a escola, o vestibular, livros que terminam, filmes curtos, séries canceladas, entre muitas outras coisas, e nisso tudo a gente se perde sem ter um bote salva vidas.
Devemos ter coisas definidas, que não se percam com o passar dos anos e que nos mantenham sendo o que realmente somos, mesmo sem aquele cara ou aquela garota que namoramos durante tanto tempo, aquele amigo que foi embora ou a família que está distante. Devemos ocupar nossa cabeça.
Tem tudo a ver com segurança, quando parei de escrever perdi algo muito importante de mim mesma, e quando percebi isso tentei resgatar na fotografia, mas não era a mesma coisa por que o blog era uma rotina: olhar o blog, escrever, responder comentários, postar coisas novas. E sem isso eu perdi uma parte muito importante de mim, o que me diferenciava dos outros, o que me fazia ser melhor.
Mas olha só que ótimo, percebi isso, e agora estou aqui, soltando novamente meus dramas e minhas confusões.
E quando aquele cara idiota acabar com você e fizer você se desequilibrar, você vai ter algo em que se segurar. Que seja sua caminhada toda a tarde, seu violão todas as manhãs ou talvez sua escrita toda a noite.
Mas, por favor, que seja algo. Por que dor todo mundo sente, só os bobos e as crianças escolhem sofrer.
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